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Circulou na data de hoje (09/03/2026) um documento da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) orientando uma mobilização nacional da categoria a partir de 09 de março de 2026.

O documento estabelece, entre outras medidas, a suspensão ou redução de algumas atividades administrativas da Polícia Federal, incluindo atos relacionados ao controle de armas e processos envolvendo CACs.

Essa mobilização foi deliberada em assembleia da entidade e tem como objetivo pressionar o Governo Federal pelo encaminhamento ao Congresso Nacional do projeto de criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC).

A mobilização da PF NÃO tem relação com os CACs

É extremamente importante esclarecer um ponto que tem sido distorcido em diversas publicações nas redes sociais.

Ao contrário do que tem sido propagado em redes sociais e grupos de mensagens, essa mobilização não tem qualquer relação direta com os CACs, nem com:

A mobilização possui motivação institucional e orçamentária, vinculada exclusivamente à pauta da criação do FUNCOC, conforme consta no próprio edital divulgado pela entidade representativa dos delegados.

Portanto, vincular essa mobilização a supostos problemas do setor de CACs para justificar a não renovação do CRAF é uma interpretação equivocada dos fatos.

Possíveis impactos nos serviços da Polícia Federal

O documento divulgado orienta que algumas atividades administrativas possam ser reduzidas ou suspensas, entre elas:

Isso pode resultar em aumento do tempo de análise de alguns processos administrativos, mas não altera as obrigações legais dos cidadãos.

A obrigação legal do CAC continua existindo

Independentemente de qualquer mobilização administrativa ou sindical dentro da Polícia Federal, o CAC continua obrigado a cumprir a legislação vigente.

Problemas administrativos da Polícia Federal não suspendem prazos legais nem eliminam as obrigações do proprietário de arma de fogo.

A Instrução Normativa nº 311 da Polícia Federal estabelece regras claras sobre a regularização e renovação de registros.

Por esse motivo, o CAC deve continuar observando rigorosamente os prazos legais, especialmente quanto à renovação do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF).

Para CRAF que possuíam validade de 5 a 10 anos, o pedido de renovação deve ser protocolado até 20 de junho de 2026.

Uma vez protocolado dentro do prazo legal, o processo passa a depender da análise administrativa da Polícia Federal.

Ou seja:

não importa se a análise levará dias, semanas ou meses.
O que realmente importa é se o pedido foi protocolado dentro do prazo.

Como protocolar o pedido

O canal oficial para os processos é o sistema:

SINARM-CAC

Caso haja dificuldade operacional ou indisponibilidade do sistema, é prudente registrar a iniciativa por outros meios formais, como:

Esses registros servem como prova documental de que o interessado buscou cumprir a legislação dentro do prazo.

Não existe “almoço grátis” no tiro desportivo

O tiro desportivo, o comércio legal de armas, munições e insumos e todo o setor armamentista movimentam milhões de reais todos os anos.

Nesse ambiente circulam:

É importante compreender que nem tudo o que se diz nas redes sociais corresponde à realidade jurídica ou administrativa.

Enquanto isso, a legislação vigente continua produzindo efeitos.

A responsabilidade final é do CAC

Quem perde prazo administrativo não é o político, o influencer, o comerciante ou o clube de tiro.

Quem perde prazo é o CAC.

E as consequências podem ser sérias:

Por isso, a pergunta que cada CAC deve fazer a si mesmo é simples:

Você vai cuidar da sua responsabilidade agora ou vai permanecer esperando um milagre político acontecer?

Existem mais de um milhão de armas que precisarão passar por processos de renovação de registro.

Não importa se a Polícia Federal levará um dia, um mês ou seis meses para analisar seu pedido.

O que realmente importa é apenas uma coisa:

Você protocolou dentro do prazo legal ou não?

Quem protocola se protege.
Quem não protocola assume o risco.


Confederação dos Atiradores e Caçadores do Brasil — CACBR

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